July 1st, 2008
Relatório divulgado nesta segunda-feira pela Indústria Fonográfica Britânica aponta que as gravadoras da região chegaram a faturar US$ 242 milhões em 2007 com as chamadas vendas não musicais (uso de música em publicidade, cinema e videogames). Num universo mais caseiro, bancas de jornal, vendem também brinquedos e doces, farmácias vendem produtos de beleza, e o varejo vai se expandindo e se aglutinando. A indústria do videogame vende espaço publicitário dentro dos joguinhos.
A comunicação também não se furta a se desenvolver neste novo universo de negócios. O que é uma agência de comunicação, hoje? Guardados os limites legais e fiscais, faz-se de tudo, assessoria de imprensa, atividades promocionais, eventos, midia digital, videos, etc. Este novo momento provoca sempre uma grande confusão, já que o cliente raramente sabe qual é a diferença entre conquistar a capa de um jornal da grande imprensa com uma matéria jornalística e anunciar nesta mesma página. Ao passo que poucos profissionais compreendem como um evento ou uma ação promocional pode reverter numa maior credibilidade do público com relação à qualquer marca.
O princípio de qualquer confusão está, talvez, no início da formação. Não entro no mérito da qualidade, porque cada um tem sua história e constrói sua carreira, muita além das bancas escolares. Mas o modelo por onde iniciamos nosso “treinamento” profissional deve ser revisto. Ainda hoje, na era da informação, com as facilidades tecnológicas, com o caráter comercial que tomou o segmento nas últimas duas décadas, ainda saímos das universidade de comunicação separados entre jornalistas, relações públicas e publicitários. Há casos ainda de especialização em rádio e tv. Já passou do tempo em que deveríamos ser formados como comunicadores, sair após 5, 6 anos de universidade, com uma base geral e uma especialização, como os médicos. Seria ótimo que um jornalista aprendesse também o que é “break-even”, e que um especialista em marketing reconhece-se um “nariz de cera”
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June 27th, 2008
A discussão que o título aponta, é mais velha que “guaraná com rolha” (a expressão é tão velha quanto, também). Na comunicação, as teses que as duas linhas de pensamento reproduzem, vêm dos primórdios do desenvolvimento da comunicação em massa. Numa maneira resumida, a linha, assim por dizer, americana, afirma que os meios de comunicação não fazem a cabeça das pessoas, ou seja, não impõem qualquer mensagem, conceito ou crença goela abaixo, por que as pessoas têm acesso a uma enorme diversidade de veículos de comunicação com pontos de vista díspares, para avaliar, julgar e escolher. A visão mais européia, aponta que, sim, em qualquer circunstância, os meios de comunicação fazem a cabeça das pessoas, pois as realidades e informações que são apresentadas em qualquer momento são tão diferenciadas e distantes, que os leitores, telespectadores, radioespectadores e (numa atualização livre) até internautas, não tem elementos culturais o suficiente para este julgamento.
Recentemente tivemos na mídia a notícia de que, após um levantamento, constatou-se que a propaganda de produtos alimentícios que mais aparece, seria a de alimentos sem tanto valor nutricional, o que estaria induzindo crianças e adultos a terem uma dieta nada saudável.
Claro que as maravilhas saborosas exibidas nos comerciais chamam a atenção e podem influenciar numa decisão de compra. Ao mesmo tempo que o acesso ao produto no mercado, as tradições alimentares regionais, a educação familiar e o próprio paladar individual entram nesta equação. É preciso atenção neste caso, assim como em qualquer outro, mas não se pode também deixar de analisar o quadro sob os mais diversos aspectos.
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June 23rd, 2008
São Paulo, junho de 2008 - Pesquisa divulgada pelo Instituto Databerje, da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), revelou que o tema sustentabilidade ainda é entendido com foco no meio ambiente entre os profissionais de comunicação do Congresso Nacional e de empresas privadas. A análise intitulada “Sustentabilidade: comunicadores empresariais e do Congresso Nacional juntos pela transformação” foi apresentada com exclusividade no I Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, em Brasília, na última semana.
Outro dado importante é o que aponta o “pouco envolvimento” do Congresso Nacional como instituição, apenas 34,4%, nas questões de sustentabilidade. O maior envolvimento acontece quando é analisado o envolvimento pessoal dos parlamentares, com 66,1%, seguido das empresas com 63%. Porém, todos os entrevistados concordam em um aspecto: os setores público e privado devem aumentar os investimentos neste setor.
A quase totalidade dos comunicadores, 92,5% do Congresso Nacional e 97,5% das empresas, concordam que o tema sustentabilidade deve fazer parte do currículo escolar desde o Ensino Fundamental.
A pesquisa foi solicitada pela Atitude Brasil, empresa responsável pelo evento. Para a coleta dos dados foram entrevistados 200 assessores de deputados federais e senadores e a mesma quantidade de profissionais de comunicação das empresas privadas das áreas industriais e de serviços. A apresentação da pesquisa está no site da Aberje.
Comunicação
Os profissionais também afirmam que as informações sobre o tema vêm de várias fontes, com destaque para os meios de comunicação digitais e da mídia de massa. No caso dos comunicadores das empresas, este tipo de acesso também acontece por meio da comunicação interna (70,5%). A demanda por informação sobre o tema é grande para ambos os profissionais: 93% no Congresso Nacional e 90% nas empresas.
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